A corrupção ameaça a Democracia
PNUD Brasil: "As denúncias de corrupção no Brasil — mensalão, sanguessugas, bingos, negociatas em Rondônia... —, muitas vezes originadas de investigações da Polícia Federal, preencheram boa parte das manchetes da imprensa nos últimos meses. Em tempos de campanha eleitoral, o tema ganha visibilidade ainda maior. Além de gerarem perdas financeiras num país de recursos não exatamente abundantes, esses ilícitos têm outro aspecto grave: colocam em risco a própria democracia, alerta o filósofo Newton Bignotto, da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).
"Na medida em que agentes privados fazem uso de recursos públicos e se beneficiam de suas relações privilegiadas com membros dos três poderes, para alcançar seus objetivos e escapar da punição, o regime democrático está ameaçado", afirma ele em entrevista à PrimaPagina. "Não podemos conviver com relações assimétricas com relação à lei se quisermos preservar nossas conquistas democráticas", acrescenta.
Bignotto, pós-doutor pela École des Hautes Études en Sciences Sociales, é autor do artigo “Corrupção e Estado de Direito”, publicado no livro Reforma política no Brasil, editado pelo PNUD e pela UFMG. Nesta semana, ele está debatendo o tema com os internautas, no Fórum de Debates Interativo sobre a Reforma Política.
Na entrevista, ele voltou a tocar num ponto que considera fundamental nesse tema: a fronteira imprecisa entre o público e o privado, que torna a corrupção algo não restrito aos agentes públicos. “A cultura política brasileira (...) não separa com clareza a esfera dos interesses privados daqueles públicos. Essa é uma brecha pela qual a corrupção se infiltra na sociedade”, comenta. “Os laços entre agentes do Estado, interesses privados e mesmo o interesse de grupos criminosos constituem um solo bem mais complexo e amplo para o desenvolvimento da corrupção do que o âmbito das forças governamentais”, afirma.
Leia abaixo a íntegra da entrevista, concedida por e-mail. "
"Na medida em que agentes privados fazem uso de recursos públicos e se beneficiam de suas relações privilegiadas com membros dos três poderes, para alcançar seus objetivos e escapar da punição, o regime democrático está ameaçado", afirma ele em entrevista à PrimaPagina. "Não podemos conviver com relações assimétricas com relação à lei se quisermos preservar nossas conquistas democráticas", acrescenta.
Bignotto, pós-doutor pela École des Hautes Études en Sciences Sociales, é autor do artigo “Corrupção e Estado de Direito”, publicado no livro Reforma política no Brasil, editado pelo PNUD e pela UFMG. Nesta semana, ele está debatendo o tema com os internautas, no Fórum de Debates Interativo sobre a Reforma Política.
Na entrevista, ele voltou a tocar num ponto que considera fundamental nesse tema: a fronteira imprecisa entre o público e o privado, que torna a corrupção algo não restrito aos agentes públicos. “A cultura política brasileira (...) não separa com clareza a esfera dos interesses privados daqueles públicos. Essa é uma brecha pela qual a corrupção se infiltra na sociedade”, comenta. “Os laços entre agentes do Estado, interesses privados e mesmo o interesse de grupos criminosos constituem um solo bem mais complexo e amplo para o desenvolvimento da corrupção do que o âmbito das forças governamentais”, afirma.
Leia abaixo a íntegra da entrevista, concedida por e-mail. "
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